24 de novembro de 2012

Sobre minha capacidade de me entregar

Mexendo num caderno antigo do Rodrigo, encontro linhas e versos rabiscados com tamanha intensidade que me surpreende. Lembro do dom que eu tinha, e agora encontra se adormecido, de me expressar com palavras.
Me vem a memória todos os versos que já fiz e entreguei ao(s) destinatário(s) sem manter uma cópia. Lembro de todas as paixões, duradouras ou não, as quais eu sempre dediquei o máximo do meu ser...

Segue as linhas que me fizeram refletir:

E isso que me invade?
De onde vem tão impetuoso sentimento?
O que é isso que me devora e domina 
E intensifica todas minhas sensações?
O que importa de onde vem?
Só peço que não vá embora.

Isso foi escrito em setembro de 2007. Passado pouco mais de cinco anos posso afirmar que é mais do que paixão, é amor verdadeiro.


19 de novembro de 2012

Sobre a iminência de outro aniversário

Véspera de aniversário e está chovendo... Todo ano chove no meu aniversário... Todo ano chove uma semana inteira. Talvez seja um prelúdio, talvez seja um aviso... Um anúncio da crise anual pré aniversário. É uma semana de desalento e tristeza... Uma semana de insatisfação... A reflexão essa época do ano é inevitável...


A apatia me é uma característica inerente... minha reação a diversas situações não eram caracteristicas de uma criança... a praticidade com que encarava certos fatos, fazia com que minha irmã  me acusasse de não ter coração.

No entanto, essa praticidade parece ser deixada cada vez mais de lado, como se o tempo pudesse deixar meus olhos nublados e meu coração mole... Ao invés de identificar um problema e agir em prol de uma solução, tudo o que eu faço ultimamente é me lamentar e esperar que um milagre aconteça.

Me preocupa chegar aos 27 anos e ter a impressão de que voltei a adolescencia.... ou pior, pois durante a minha adolescencia eu era muito mais segura e tinha muito mais certeza do que queria para minha vida

Me preocupa perder certas posturas e abandonar certos pontos de vista, não porque eles não são mais aplicáveis e sim por simples comodismo...

........

Janaina é só lembrança de amores guardados

Hoje é apenas mais uma pessoa
Que tem medo do futuro- que aconteceu ? -
Se alimenta do passado

Mas ela diz

Que apesar de tudo ela tem sonhos
Mas ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Se deus quiser.....

Já não imagina
Quantos anos tem
Já na iminência
De outro aniversário

PS - Este post deveria ter sido publicado no dia 13/11



1 de novembro de 2012

Sobre a libertação do vício

E quando se descobre livre bate o alívio e o desespero... o medo do vazio deixado pelo vício...
E se enreda por um novo jogo, mas não um jogo de você.

"Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso"

24 de outubro de 2012

Sobre comportamento idiossincrático

Seria egocentrismo este estado em que me encontro? A irritabilidade para com os problemas alheios e a valorização dos meus próprios? Qual valor encontro em minhas palavras e em minhas reflexões?
Quão acusadora me tornei? Julgando e maledizendo e me achando diferente...
Será esse o significado de tornar se adulta? Finalmente jogar a toalha e engolir as regras já impostas pela sociedade?
Esses questionamentos trazem a tona o primeiro post do blog, ao qual me dispunha analisar até onde uma "menina má" poderia chegar... Estamos todos fadados a sermos moldados ao longo da vida?
Estamos todos ou apenas eu que me curvei e abandonei meus ideais?
Onde abandonei meus sonhos? Pelo que os tenho substituido?
Me tornei mais um peixe no oceano... nadando a favor da correnteza, tentando apenas sobrevivar aos tubarões?
Será ainda possível trilhar os caminhos escolhidos anteriormente? Ainda há tempo de rebelar me e lutar pelo que eu costumava acreditar? Liberdade em todos os sentidos?

Externar meus pensamentos irá me ajudar a transformá-los em ação? Ou trata se apenas a repetição  do que tenho feito nos ultimos anos... refletir e reclamar e nunca chegar a ação?

Como alterar a idiossincrasia da minha própria vida?